quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Hora!

"E é isto; e é isto; e é isto...
E é isto assim, é assim que tudo acaba, atiram-nos com terra para cima e esta feito."

Palavras sabias de quem o disse e de quem o irá dizer. De todo é uma frase que apesar de ser bastante ambígua, a vida em si é mesmo assim em todos os seus pontos mais fortes já que de qualquer forma somos, obrigatoriamente, forçados a vive-los. Quer queiramos quer não, temos que admitir que a vida não é propriamente a maior inspiração para os criadores de desenhos animados. La se teve de começar a pensar que haveria outros seres fora do nosso mundo, la para fora, naquele espaço ínfimo ou até tal infinito, (outra questão, que não é o tema deste ilustre exemplar de mais um dos meus mono-gomos pensamentos transcritos em 1000 paginas que, certamente, daria para por o Twilight a um bolso. Até eu, um mero escritor amador, seria capaz de cativar e recriar mais vividas emoções nos meus amontoados e acumulados de palavras aos meus ilustres visitantes, que o proprio Twilight, va la, que o meu blogue não é de conhecimento publico a não ser quando eu próprio o disponho no facebook e a dar a conhecer. Ai, os jovens, ainda não perceberam bem do que é feita a "verdade"...) que os crânios da sociedade na área animada pitoresca desenvolveram logo um meio de se entreter com a sua magnanime imaginação ao dar asus a consecutivos sucessos no que toca a livros de banda de desenhada e não só. Mas certamente que os próprios autores de grandes obras de facto, são! grandes obras , eporque obtêm o que de melhor a vida lhes dá e, estes mesmos,  têm capacidades absurdas, ou até, sabem, simplesmente, descrever o sucedido e dar 'val' ao sucedido dando assim inicio a obras inteiramente muito bem concepcionadas e pensadas, e estes sim são os "que nada mais fazem na vida senão vive-la". Estes sim, certamente sabem aproveita-la. Porque cada pessoa que não escreve um livro, ou de nada mesmo escreve, nem um diário (mensagens não contam) de nada lhe serve viver já que de nada tem para mostrar do que viveu. Isto ou é analfabeto, mas isso são outros pormenores.

Apesar de a frase introdutória não ser propriamente de "alguém" em concreto, acho que houve poucos os quais conseguiram sair do buraco e chegar a esta conclusão até a conseguirem formar como ideia metódica e ter capacidade labial para a dizer sem se engasgar, até mesmo nos momentos mais inoportunos, tais quais o casamento de alguém. Mas isto seria uma barbaridade de acontecer, só se este fosse capaz de perceber que teria um amigo a cometer um... chamemos-lhe assim "enterranso matrimonial", mais concretamente um ERRO! Pois é, pois à muitos erros que cometemos que nem são propositados, mas que simplesmente são outros que nos cavam a cova onde jamais seremos nós mesmos. Acabou, finito, the end, sayonara, "xau aí oh Freitas".

«Na peculiaridade da minha frase inicial poder eventualmente fazer referencia a algo mais em concreto para alem do que estou a referir, não posso deixar passar em claro o meu lado sarcástico no meio disto tudo e evoluir a temática para outra questão. Que alias, é bastante grande para tal poder cerebral, certamente que não haverá nada nem ninguém a construir uma frase que consiga arrebatar o prémio  de que esta acima, explicita entre aspas, tem e possui,  seja por inteira arrumada para canto por outra com menos palavras e pontuação e diga exactamente o mesmo, tendo exactamente o mesmo ênfase. Não! Nunca ouvi tal, e se conhecer, peço que me informem, é por isso que comecei da melhor forma possível escrevendo-a.»

Isto tudo, para chegar ao ponto da hora em que partimos (desencarnamento ou óbito). Certamente será lugar melhor, devido ao facto de como o mundo está, tudo desesperado a correr atrás de coisas lisas, de papel, e frágeis, é impressionante como os momentos mais constrangedores podem ser os mais viáveis. Mas mesmo assim, nada justifica esse fim, porque alias, desde os inícios dos tempos, mesmo com bases cientificas e religiosas (não vou citar referencias, pensem nelas vocês mesmos, só indico que primeiro foi o fogo, e depois alguém inventou a musica), sempre foi assim, dificuldades atrás de dificuldades, e sempre, mas sempre muitas pessoas se mantinham na sua ideologia e maneira de ultrapassar metas para atingir objectivos, nunca desistindo e persistindo, sempre, até ao ultimo segundo, para poder dar continuidade e seguimento ao que de mais belo à em nós. A força mística dentro de cada ser pedestre, o "Amor". Vá se la saber porque, estragado por outros sentimentos que destroem esta força intrínseca em nós (também não vou citar sentimentos, imaginem o que os políticos fazem e têm as vossas respostas, e como também estaria a pensar o promotor do Justin Bieber como o Realizador do Twilight).

Nada é em vão, quando alguém dá o salto e desfruta da "paz eterna", ou assim lhe é chamada. Apesar de ser dos momentos mais doloroso para amigos, familiares e conhecidos, sem duvida é pior ainda quando após tanto tempo neste mundo a prestar o melhor que há em nós para oferecer, nos colocam num espaço, sem qualquer tipo de preocupação pela estima corporal, apesar de dentro de uma caixinha de madeira, que quase que podia la contar com milhares de fósforos de 2 metros, nos atiram para um buraco, com cuidado para não danificar a caixa, e nos enterram. É verdade, enterrar! Sempre demos mau uso a esta palavra, mas no fim da vida é isto que nos acontece. "Ah e tal, ele enterrou-se tanto no exame." Pensando desta forma, até deve ser um "louvor aos céus e deuses" que a pessoa teve quando fez o exame, já que no fim de contas, é isso que nos acontece quando passamos a bola e o arbitro apita para o final da partida, ou seria essa a função, de nos prestar uma homenagem. Mas certamente que filosoficamente falando, ter como homenagem o nosso corpo, uma caixa de madeira toda envernizada, uma lapida com o nosso nome e "anos", inscritos e fotografia, não estou a ver grande homenagem, porque de facto não deveria ser na hora que as pessoas se lembrem de nós. Na pior das hipóteses, é não haver nem uma viva-alma a fazer esse misero sacrifício por nós, e nos levar até a um lugar de repouso. Esse, sem duvida, que é o apogeu de todo sempre no meio destes processos todos.

Apesar de difícil, o momento nem sempre é o mais claro e preciso. Deve-se ao facto de antes de tudo isto acontecer, este tipo de situações não são controladas, desde logo da-se muito o típico improviso de quem "dá fé" de que possivelmente alguém "anda desaparecido".

Certamente que há um processo infindável de burocracias a cumprir, já que o mundo só vive do verde, e até aos dias da nova republica que implemente de novo uma ditadura com censura, que a vós nunca nos doe e lutemos contra isto, porque nem depois de morto, o próprio pode descansar em paz, devido a este controlo abusivo, enorme e continuo. E nesses princípios até morrer é um prejuízo. Bancos a apropriarem-se de metade dos bens, finanças a correr atrás da antiga ordem que não era obrigatório descontar entre outras coisas que eventualmente surjam, só porque o falecido faleceu e ninguém sabe da real verdade. Apesar de na eventualidade de não ser bem assim, a verdade é que, em muitos casos acontece. E se o familiar não paga, dá cadeia e agrava mais a multa. Pois a liberdade na hora da morte de outrem, é das maiores e incrédulas historias de ficção cientifica.

Concluído com um pouco de ironia, para dar graças aquilo que de melhor temos, que sem duvida a dádiva de Viver, é impressionante a quantidade enormerrima de frases feitas para não referir a palavra mais triste de todas "Morrer", mas antes deixo aqui uma referencia, de que apesar de ter mencionado a forma mais comum de acabar um funeral, isto nas nossas tradições religiosas, existem enumeras maneiras de acontecer também noutro tipo de sociedade, que ainda existem claro: 10 Maneiras Estranhas de Dizer Adeus.:

1 - "O prazo de validade expirou."
2 - "Acabou de perecer"
3 - "Quando esta sucumbiu"
4 - "Bateu a bota"
5 - "Partiu o cântaro antes de chegar à fonte"
6 - "Escorregou e ficou"
7 - "Largou a corda"
8 - "Partiu o assobio"
9 - "Transformou-se em pó"
10 - "Pulou a cerca"
11 - "Abandonou-nos"
12 - "Cortaram-lhe o fio da vida"
13 - "Estava pelas horas" ou "Estava na hora"
Entre muitas outras...

Acho, simplesmente, uma estupidez. Faleceu, morreu. Simples, porquê dar tantas voltas ao mesmo Será que as pessoas sentem-se incapazes de perceber que também quando acontecer a estas, irá ser igual, ou têm medo de que uso inapropriado de palavras no momento da hora da morte de uma pessoa a dizer aos familiares desta mesmo, pode cair mal, e a pessoa morre a seguir também porque os familiares lhe caiem em cima.
Enfim, é sempre uma desgraça no meio disto tudo.
O que aqui redigi não quer dizer que não respeito nada disto, no entanto sintonizo a minha revolta contra estas coisas. Ultrapassa o meu ser deixar este tipo de coisas passar em vão. Ainda para mais, quando é possivel pedir uma justificação para apresentar no trabalho ou seja onde for. No entanto, não gosto de deixar o pensamento morbido porque duvido que qualquer pessoa que parta deste mundo queira a nossa infelicidade, mas sim o nosso contentamente para certamente continuarmos a dar o que de melhor temos para oferecer.


A pergunta no meio de toda esta tese, é sem duvida a seguinte e fica no pensamento:
"Como é que será, quando for a nossa Hora?"


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