segunda-feira, 22 de julho de 2013

Assim Assim

Numa relação quando tudo corre mal, ambos os dois, têm a sua razão, mas não há compreensão após explicação para se aperceberem do mal que passam.

O azar do homem é a sorte da Mulher, e o azar desta é a sorte do Menino.

Sem ambos compreenderem o que os envolve, julgam-se. Não havendo razão que chegue para que se compreenda, por vontade própria, sem explicação, mesmo esta sozinha, pedrominante nas suas relações de mão dada com o vazio que aconchega a teoria por detrás da hipotética mentira.
Falso esse pensar, que assenta sobre o pilar da confiança pelas mãos que passa e sente o típico e acostumado amor...Amor este que se vê bem mas nada queima neste frio que sente.
Jamais a relação fora feita para ser compreendida, fora feita para ser amada.

Nada neste cilíndrico órgão aponta para que, este, consiga lidar e aguentar com tamanha pressão que nem mesmo o miocárdio tem a força suficiente para conseguir fazer que esta sensação desapareça... 

Jamais o que foi sentido será esquecido, no entanto a racionalização é mais forte que o espanto sentimental,  fazendo com a pessoa que sente a verdadeira paixão... fuja! fuja para que jamais sofra em vão amando para não magoar. 

Razões são dadas para que se atenue a dor, mas de nada servem quando sabem que a verdadeira vontade do seu sentir são improprias aos ouvidos de quem nos ouve.

William Shakespeare dizia: "Fortes razões, fazem fortes acções."

Pois esta razão insípida de longe será a correspondida à realidade... pois só existe com um propósito e este mesmo só poderá ser compreendido por quem o soube dar. Pois razões com razão são difíceis de se demonstrar e fazer crer para que se possam de bem, por parte de quem tenha a indulgência de ouvir, sentir o que esta sente.

Será para sempre a sensação que um dia se teve momentos felizes na vida, independentemente de como foram vividos, só importa com quem e a felicidade que soube encher os nossos pulmões de sorrisos. 

Já nada mais saberá, o tolo(a) que ama, fazer quando vê toda a sua expectativa destruída por quem tentou sempre satisfazer os desejos e necessidades expressas directa e indirectamente por parte de quem o sempre tomou por seguro. De nada lhe serve, nem quase que de nada lhe serviu, exprimir-se, pois o fim estaria traçado. De longe, mesmo que tivesse feito de forma diferente, não é com fósforos e acendalhas que se acende simplesmente a chama que bombeia o sangue do nosso sentir.
Mas de maneira alguma uma salva de palmas será dada em torno da reinserção sobre o meio, da qual nos distanciamos tanto, no qual sabíamos o que era necessário ser feito para mostrar o que éramos, cada um para si e para o próximo, realmente ser o que é, sem esconder nada.
Pois assim, então, apercebo-me do seguinte... 

"Nem sempre a saudade faz bem ao ponto de nos apercebermos que é com Ela que queremos viver ate ao fim das nossas vidas."

Num momento de epifania minha, em que atinjo a luz da noite, naquele lugar que de vazio por si grande demais para que me consiga aconchegar o suficiente, consegui-me debruçar sobre algo que possivelmente já possa ter sido dito. Rapidamente consigo ter um "papel e caneta" à mão para conseguir sustentar o meu devaneio... que apesar de poder ser plagio... até obter a verdade sobre esta considera-la-ei como minha, pois o Google nada me diz.
Mas é visível o que este demente sem razão, se apercebe aos poucos que toda a esperança é pouca, apesar de longe morrer, não guarda qualquer expectativa mas retém em si a vontade de um dia voltar a soltar o extrovertido que há em si e saber novamente, quem sabe, partilhar novamente emoções, sorrisos e gargalhadas com quem, assim assim, o fez sentir como uma criança, que é e sempre será, a correr atrás de borboletas.

Para saborear o momento:
(All rights reserved to the author and the band Imany for the song "Ready for love")

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Rui Unas - Show do Unas - Poema:"Zzzz Zzzz Zzzzz"


Tenho-vos a dizer que tal é soberbo. Jamais se verá e ouvirá algo assim! Fiem-se nas minhas palavras que irão por um bom caminho. Ora vejemos:


Todos os direitos reservados ao autor deste texto e produtor e director do programa Show do Unas


O Texto segue-se assim. Vede primeiro e depois então leio-o. :P

(som do mosquito)

"zzzz zzzzz zzzzz
Não é legenda de BD
Mais o que se ouve
Mas não se vê.

Entre crepúsculos cerramos pestana,
Quando peste alada nos atazana.

Um vil zumbido a meio da noite
castiga mais que na nádega um açoite.

Não sei se é de mel como mosquito
Deixa-me aflito,
Alto, quase grito.

Sinto o bater das suas asinhas,
E enquanto o meu sangue rapinas
Tu merecido sonho assassinas.

Aguardo com inercia que pouses.

Estou paranóico,
Já oiço vozes,


Sinto comichões por todo o corpo
Em suor esperneio como um louco.

E há silencio... por tempo... pouco.


...

Quando o assunto por fim está esquecido
à puta, já me pousaste no ouvido.
Esbracejo e pousas-me na testa,
Acabando com a pouca paciência que me resta,

Da noite o escrutem,
Do sono bruma.


Ganas de arrancar-te as asas uma por uma
A minha derme será a sua tumba.

Esmagar-te-ei corpo e cabeça
Sem que amanheça,
Sem alguma pressa,


Prometo, para mim é mais que certo,
Irritante e miserável insecto.

Mais possesso quando reparo fico,
Que sem aviso me deste um pico.

Infame bicho,
Tu tens mil manhas
sugas-me o sangue das entranhas.
Raios!!!
É já uma questão de honra,

Este acéfalo morrerá, porra.
Vampiro antro-pede de hemofílico,

Aceleras-me o batimento cardíaco,
De raiva, de nervos até ah loucura,
Acendo a luz à tua procura,
nas paredes brancas de todo o quarto,
preparo ambas as mãos para o impacto.

Mas tu és esperta,
Sabes que te mato.

Se a voar ao meu alcance te caço,
Por isso das tréguas de investida.
E não das nenhum sinal de vida.

Apago a luz,
Afago a almofada,
Inspiro...
Suspiro...

Acabou-se.

Quando de novo ao longe zzzz oiço,
Desespero...
Dou chapadas no braço, na perna, no ombro e no cachaço.

Irra, merda o que é que eu faço?
Não estou num circo e sinto-me palhaço?

Recorro a mais esperta evasiva
Praguejo a insurdina:
Expectativa.

Cubro-me com os lençóis só com uma frincha de ar,
Transpiro, até a cabeça incha,

Com os suores lençóis são sudário
A cama o meu atroz calvário,

Puta da melga que desassossega,
E que me ganha nesta refrega.

Será maldito o cabrão do mosquito,
Que tem as minhas veias como fito.


Cansado, desta contenda desisto.
Levanto-me, e vou fazer um programa sobre isto..."



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Eu não sei, mas assim morrerei

Eu não sei
O que sabes,
Eu só dei
O que me davas.

Senti em ti
o mal que sempre temi,
 
Esquecer o que é dar
e querer sempre receber,
Não sabendo mais tarde amar
o bom de nos ter!

Sinto que já te disse isto,
"Amo-te", mas não te provo isso...

Sei a verdade
e verdade esta só uma.
Culpado sou por esquecer
O meu entregar ao teu amar,

Mas não ajudaste,
Não aceitaste e choraste.

Não sei quem começou,
Achara que nao teria sido eu
Talvez, quem sabe, não fosse quem sou
Não admitiria que o erro fora meu.

Digo-te aqui, que choro por saber
Que jamais, algum dia o que sentimos voltará a renascer...

Choraste com ser
Com verdade
Mas a meu ver
Faltou-te honestidade,

Não por não saber ouvir,
Mas não saber compreender quando te estava a pedir.

Uma vez faltou-me o ar
Não por nao conseguir respirar
Mas por causa desse 'longe' de amar
Que um dia sabia que me irias deixar...

Sinto-me asfixiado
por não saber dizer obrigado

Obrigado pelas vezes,
vezes sem conta à espera
Retida pelas promessas
não dando a devida importância dessa.

Orgulhoso de mim
Falhei por pensar, que era eu que mal me senti.

Senti que não devia,
pensando que podias aprender
mas era eu que falhará ali
no ceio de te compreender!

Percebo que estar
Significa mais que dar

Muita das vezes não pelo sentido de tocar
mas pela lembrança
que outrora uma rica memoria de aos anjos agradar
o que nunca jamais foi após França.

Nesses caminhos do meu ser, me perco, e envelheço
Em não te encontrar, quando te peço, nos locais onde sei que cresço.

E por nao saber estar
Foi então que me apercebi,
Para ti ja nada me restava para te agradar
Simplesmente mudar por ti,

Mas mudar um homem que se ama
De longe é amor, é o desejo de termos algo que de maquina ao longe a vista nos cansa.

Agora vejo em mim
a vontade de te querer feliz,
mais uma vez assim,
sabendo que vou ter que te deixar ir.

Por nós...

"A felicidade é o merecido sentimento que ambicionamos..."

Ambição minha eterna
em estar sempre a teu lado para te agradar.

Mas amor meu
jamais me amará por intenção minha.
Encontrar-se-á feliz dentro de peito seu,
Como saberá exprimir o sentimento que sempre tinha.

Jamais deixarei influenciar
As tuas forças para continua.

Sentiremos que ambos nos queremos.
Despolete-mos vontades improprias um no outro,
Romperemos barreiras juntos
e ultrapassaremos magoas,

Ja nada me adianta falar
para ti, nada serve para me perdoar.

O meu sofrerá com o teu
Amando-me assim, livremente, por ser quem sou
E amando-te assim a ti
Por ser simplesmente quem és

Não mudes nem deixes mudar
Quem um dia não ter soube prezar,

Outrora aquela moça doce
Compacta de seu jeito,
Deverá ter sentido que tudo fosse
Acabar desta maneira, sem magia, dentro do seu peito.

Assim sendo, um pouco infantil de meu jeito
Não soube falar o que mal tivera feito.

Não procuro perdão,
So quero que partas pois ja nada basta.
Nada foi em vão,
Pois o caminho que se escolhe nem sempre é o melhor para a alma.

Mas...

Eterno meu ser
Ambicionando te ter
Desta vida tirar o saber,
do que foi te Amar e depois, assim, morrer!


(Autoria de José Pedro Pereira - Editado à data: 02-07-2013)