O azar do homem é a sorte da Mulher, e o azar desta é a sorte do Menino.
Sem ambos compreenderem o que os envolve, julgam-se. Não havendo razão que chegue para que se compreenda, por vontade própria, sem explicação, mesmo esta sozinha, pedrominante nas suas relações de mão dada com o vazio que aconchega a teoria por detrás da hipotética mentira.
Falso esse pensar, que assenta sobre o pilar da confiança pelas mãos que passa e sente o típico e acostumado amor...Amor este que se vê bem mas nada queima neste frio que sente.
Jamais a relação fora feita para ser compreendida, fora feita para ser amada.
Nada neste cilíndrico órgão aponta para que, este, consiga lidar e aguentar com tamanha pressão que nem mesmo o miocárdio tem a força suficiente para conseguir fazer que esta sensação desapareça...
Jamais o que foi sentido será esquecido, no entanto a racionalização é mais forte que o espanto sentimental, fazendo com a pessoa que sente a verdadeira paixão... fuja! fuja para que jamais sofra em vão amando para não magoar.
Razões são dadas para que se atenue a dor, mas de nada servem quando sabem que a verdadeira vontade do seu sentir são improprias aos ouvidos de quem nos ouve.
Já William Shakespeare dizia: "Fortes razões, fazem fortes acções."
Pois esta razão insípida de longe será a correspondida à realidade... pois só existe com um propósito e este mesmo só poderá ser compreendido por quem o soube dar. Pois razões com razão são difíceis de se demonstrar e fazer crer para que se possam de bem, por parte de quem tenha a indulgência de ouvir, sentir o que esta sente.
Será para sempre a sensação que um dia se teve momentos felizes na vida, independentemente de como foram vividos, só importa com quem e a felicidade que soube encher os nossos pulmões de sorrisos.
Já nada mais saberá, o tolo(a) que ama, fazer quando vê toda a sua expectativa destruída por quem tentou sempre satisfazer os desejos e necessidades expressas directa e indirectamente por parte de quem o sempre tomou por seguro. De nada lhe serve, nem quase que de nada lhe serviu, exprimir-se, pois o fim estaria traçado. De longe, mesmo que tivesse feito de forma diferente, não é com fósforos e acendalhas que se acende simplesmente a chama que bombeia o sangue do nosso sentir.
Mas de maneira alguma uma salva de palmas será dada em torno da reinserção sobre o meio, da qual nos distanciamos tanto, no qual sabíamos o que era necessário ser feito para mostrar o que éramos, cada um para si e para o próximo, realmente ser o que é, sem esconder nada.
Pois assim, então, apercebo-me do seguinte...
"Nem sempre a saudade faz bem ao ponto de nos apercebermos que é com Ela que queremos viver ate ao fim das nossas vidas."
Num momento de epifania minha, em que atinjo a luz da noite, naquele lugar que de vazio por si grande demais para que me consiga aconchegar o suficiente, consegui-me debruçar sobre algo que possivelmente já possa ter sido dito. Rapidamente consigo ter um "papel e caneta" à mão para conseguir sustentar o meu devaneio... que apesar de poder ser plagio... até obter a verdade sobre esta considera-la-ei como minha, pois o Google nada me diz.
Mas é visível o que este demente sem razão, se apercebe aos poucos que toda a esperança é pouca, apesar de longe morrer, não guarda qualquer expectativa mas retém em si a vontade de um dia voltar a soltar o extrovertido que há em si e saber novamente, quem sabe, partilhar novamente emoções, sorrisos e gargalhadas com quem, assim assim, o fez sentir como uma criança, que é e sempre será, a correr atrás de borboletas.
Para saborear o momento:
(All rights reserved to the author and the band Imany for the song "Ready for love")
Sem comentários:
Enviar um comentário