Pus-me a pensar... em dois sentidos... sentimental e intelectual...
De nada me serve até a data pedir desculpas, mas sem nada a esconder admitir que mudei... mudei... mudas-te-me... sinto-me uma pessoa nova, não sei se pior ou melhor... mas mudada, diferente, tão diferente que eu jamais seria ou serei de novo a pessoa que inicialmente começou por falar contigo.
Hoje me apercebo que tenho a possibilidade de poder novamente, regredir não digo, mas voltar à minha persona que outrora foi feliz a teu lado inicialmente, por ser quem realmente era. Sem medo de me mostrar quem era e fazer-te sorrir...
A experiência passada, vivida e absorvida contará para tudo...
Já nada perco por pensar para mim mesmo que o que realmente perdi já não poderei novamente ter... e isso são dois lados da mesma moeda que não me arrependo nada de um dia "a ter tido" na mesma mão. Guardo a sete chaves o que é bonito de se viver, citando um grande poeta/musica "a primavera da vida é bonita de viver".
Não posso mudar vontades nem desejos. Só os posso criar... por vontade própria ou não isso certamente acontecerá... mas só o dito "destino", que tanto "desejado" e "apelado" pela nossa gente em acto de "desespero" mencionado tanto por "loucos", os "loucos" do amor, ditará, pelas suas arrogantas e insensiveis vontades, ditará as suas intenções.
Se me incutir a mim mesmo que algo assim o é, conseguirei concretizar-me ao ponto de obter o resultado que pretende... e jamais poderei ser considerado céptico, porque só verei a minha ideia à minha frente, com este dois bons olhos que a verdade sabem ver. Mas será esta a realidade?
Desconhecida por debaixo deste "fungoso" nariz ... jamais sentirá novamente o odor que tanto preenche aquele vazio durante a noite, e o amanhecer.
Sinto que possas saber como me sinta apesar de não o dizer... só não sei se o mesmo espere de ti, apesar de te o ter perguntado e tu própria achares que eu saiba a verdade do que na alma te corre...
Se uma auto-estrada preenchida pelo correr dos nossos pés, de mão dada em direcção ao sol... ou uma avenida de árvores descascadas com uma lua em quarto minguante, atrás de nós a deambularmos em direcções opostas, a subir no céu.
Não me sinto capaz de te entender agora, como jamais te perceberei um dia.
Mulher dos meus desejos, que sei que um dia fiz feliz. Feliz estou por ter conseguido isso... pena minha me corre na veia por saber que jamais poderei continuar tal dita promessa...
Espero que mais tarde valha a pena, para que possas realizar tudo o que tão ambicionas ao lado de quem te possa merecer mais do que eu que sofre por querer te ver sorrir outra vez e te fez sonhar alto, e até quem sabe, a lua ir.
Sente o que aqui escrevo, e devolve-me a paz. Foge desse quarto tão avassalado que é de emancipada luz falsa que brilha para mais pessoas a não ser o teu anjo que te assenta nas costas, e devolve-me a mim a verdade do teu sorrir... Sente que eu jamais te sentirei, podendo novamente ser a pessoa que outrora era e diz-me, diz-me a verdade que tanto quererás dizer!
Sente que aquilo que profanas não é dito à toa e é a realidade que te vai na cabeça, coração e alma.
Devolve-me a minha paz merecida ao te pedir para que te lembres do que realmente foi, e não desculpes a tua visão que só um lado vê, e não quer recordar os momentos que realmente significaram e marcaram o nosso sorriso e alegrias juntos.
É tudo isso que peço...que percebas que o que dizes de nada traz sentido ao que ambos "discutimos" e nada de bom trás ao que pouco ou nada já "conversamos".
De nada me serve isto... será?
Ambiciono alto por tocar onde quero novamente fazer esta mensagem atingir, pois poderá passar ao lado de quem nada tenha perdido, alguém tão importante como tu foste para mim. E que percebas que podemos ser novamente livres mas felizes... e não só um de nós... seria injusto de mim deixar que tal acontecesse, como foi o pesadelo que tive um dia a perder-te... como será de ti injusto uma segunda vez novamente te perder.
Mas de nada mesmo me serve baixar-me ao ponto em mostrar a fragilidade que infliges em mim cada vez mais dando-te mais forças para te sentires superior e continuares por cima de tudo isto como se nada fosse ou se alguma vez nada disto tenha sido o que a historia de nada estava à espera que assim fosse feita. Dando-te a razão que eu nada fui face aquilo que realmente procuravas.
Jamais te poderei dizer a palavra proibida de todos os casais de fresco... mas certamente leva contigo o sentimento, que uma vez fora encontrado à beira do Douro que criou o nosso momento.
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